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domingo, 31 de outubro de 2010

Eu existo...

Gostaria de postar um trecho da música “Sentado à beira do caminho” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Por sinal uma grande poesia que retrata uma verdade. Há momentos na vida em que nada mais parece fazer sentido. E tudo o que nos perguntamos é “tá! E pra que tudo isso?”. Afinal, qual é a finalidade de termos tantas obrigações e deveres. Bem, ainda não encontrei respostas, mas eu EXISTO, e preciso VIVER essa existência, apesar de tudo que pode nos abater, precisamos fazer tudo isso valer a pena. Aqui vai uma palavra de encorajamento, para mim também, nunca panse que as coisas poderiam ser melhores ou iguais sem você. A sua existência pode ter alterado a história do mundo, mesmo não percebendo isso. Entre o saber qual é o sentido e não saber, podemos dar esse sentido.

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo…

Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto…

Olho prá mim mesmo e procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada…

sábado, 21 de agosto de 2010

O amor não...

Benjamin Constant
"(...) Todo sentimento precisa de um passado pra existir
O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que a pouco era quase um estranho
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica...
"

sábado, 10 de julho de 2010

Falso Alívio

"Só há um tipo de amor que dura, o não correspondido" Woody Allen

Estive fugindo das mágoas

Camuflei-me com imagem de felicidade

Ludibriava quem enxergava externamente


Nessa ilusão

Desprezei os cortes que em mim se abriram

E a cada vez, mais profundos seguiram


Um precipício em mim se abriu

Minha alma jorrava como sangue

Dos cortes agora um buraco


A morte é mais fácil, é rápida

A vida é pesada e vagarosa

E como em um falso alívio

O sangue parou de jorrar

Os cortes secaram


Mas o tempo se fora

Tarde é, agora, para desabafar

Quando em minhas veias

Sangue mais não há.


[Autoria de Tatiana Waslov. Visitem o blog dela: http://sovocenaosabe.blogspot.com]

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Caleidoscópio

Helena Kolody - 1970

A cada giro de espelhos,
muda o vitral da vivência.
Não permanece a figura.
Nem um desenho regressa.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O que o tédio me obriga a escrever...


Não quero uma sala lotada
De pessoas e conversas vazias
De risadas cruas, mortas, frias
E sentir no tudo a abundância do nada.

Não quero o canto das aves
Desenhando uma paisagem cinza
Não quero o 'vá logo!', o 'demora!', o 'ainda?'
Não quero ir ao céu por meio de naves.

Não quero uma rotina estabelecida
Onde o avesso seja dito certo
E me obrigue a deixar concreto
Um poema que nasceu sem vida.

[postagem do blog Devaneios de um Adolescente,
cujo link encontra-se na coluna à direita]

domingo, 6 de junho de 2010

Funeral




E pensar que perdemos o nosso tempo acordando, estudando, dormindo, acordando, estudando, dormindo, para um dia simplesmente poder acordar, trabalhar, dormir, acordar, trabalhar, dormir.
Das 24 horas que o dia nos dá, separamos 8 para enumerar os problemas, outras 8 para tentar resolve-los, e as últimas 8 para tentar esquecê-los.
Parece engraçado, mas perdemos a vida em nome de uma missão chamada de "ganhar a vida".

Dizemos "não tenho tempo" para as pessoas que amamos, com a desculpa que estamos muito ocupados fazendo coisas para ganhar tempo para ficarmos com as pessoas que amamos.

Perdemos amigos, nos distanciamos de quem nos faz bem. Deixamos tudo para depois, achando que "um dia estaremos tranqüilos para compensar o tempo perdido". Só que no final, quando nos damos conta, já é tarde demais, o objetivo não está mais lá.
E então, por arrependimento, contrariamos todo esse sistema e nos esforçamos para encontrar TEMPO, ou uma simples pausa... para o funeral.

Você vê algum sentido nisso?
Eu não.


(F. Heanna)

sábado, 13 de março de 2010

Cultura - Dia da Poesia


Para homenagear ao dia da poesia quero postar uma das poesias que mais gosto, e que conheço desde criança. Feliz Dia da Poesia a todos!


Cultura

O girino é o peixinho do sapo
O silêncio é o começo do papo

O bigode é a antena do gato
O cavalo é o pasto do carrapato

O cabrito é o cordeiro da cabra
O pescoço é a barriga da cobra

O leitão é um porquinho mais novo
A galinha é um pouquinho do ovo

O desejo é o começo do corpo
Engordar é a tarefa do porco

A cegonha é a girafa do ganso
O cachorro é um lobo mais manso

O escuro é a metade da zebra
As raízes são as veias da seiva

O camelo é um cavalo sem sede
Tartaruga por dentro é parede

O potrinho é o bezerro da égua
A batalha é o começo da trégua

Papagaio é um dragão miniatura
Bactéria num meio é cultura.

Arnaldo Antunes

OBS.: O dia da poesia é 14/03...postei após 0h do dia 14, mas deu algo errado...mas vale a intenção né!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

O mundo já caiu, só me resta dançar sobre os destroços

"O pré-amor, que é tão mais feliz que amor."
[ Clarice Lispector]

Eu sempre estive entre aspas. Ficar triste é um sentimento tão legitimo quanto a alegria. Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira pra fazer alguma coisa que nunca foi feita. Queria não me sentir tão responsável pelo que acontece em meu redor. Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pessoas com vidas interessantes, interessam-se por gente que é o oposto delas. Emoção nenhuma é banal se for autêntica. Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante. O prazer está na invenção da própria alegria, porque é do erro que surgem novas soluções, os desacertos nos movimentam, nos humanizam, nos aproximam dos outros. Enquanto o sujeito nota 10, nem consegue olhar pro lado, sobe pena de ver seu mundo cair. O mundo já caiu baby, só nos resta dançar sobre os destroços. Nosso maior inimigo é a falta de humor.

[Martha Medeiros]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SEJA UM IDIOTA


A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Arnaldo Jabor

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quase Cultura



Há pessoas que derrubam árvores porque elas lhes tapam o sol com uma peneira.

O boato é uma transpiração boca a boca.

Galo era um povo gaulês que acabou no galinheiro.

Uma reflexão é o que se faz diante do espelho.

Caloria é o alimento que comemos no inverno.

Quem mais sofre da ahorta são os jardineiros.

O petróleo é o resultado de milhões de anos de vida de grandes pedras putrefatas.

É nos genes que se encontram todas as nossas heresias.

Monoglota é uma figura geométrica d um lado só.

A dívida publica é uma divida epidêmica.

O maior obelisco grego conhecido é o apogeu.

Orador é o padre que reza o padre-nosso.

A democracia é formada por um presidente, um vice, e outros menos votados.

Os menires são grandes monumentos de pedra criados por Adão e Eva.

O cristianismo não aceita como caridade levar alguém pra cama.

No paleolítico ninguém acreditava no neolítico.

As pinturas rupestres são precursoras dos ciprestes.

Os ateus têm um Deus em que nem eles acreditam.

Marxista é uma espécie de masoquista reacionário.


Millôr

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Hoje não escrevo


Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.
Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.
O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é possível contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego - às vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa aberta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles.
Ah, você participa com palavras? Sua escrita - por hipótese - transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação.
Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de praticá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel.
E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia... explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando...

Então hoje não tem crônica.


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Solidão


"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência! Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade! Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio! Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza! Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância! Solidão é muito mais do que isto... Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Apanhador de Desperdícios



Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

(Manoel de Barros)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

120...150... 200 km/h


As coisas estão passando mais depressa

O ponteiro marca 120.

O tempo diminuiAs árvores passam como vultos

A vida passa, o tempo passa,

Estou a 130, as imagens se confundem,

Estou fugindo de mim mesmo

Fugindo do passado, do meu mundo assombrado

De tristeza, de incertezaEstou a 140, fugindo de você


Eu vou voando pela vida, sem querer chegar

Nada vai mudar meu rumo, nem me fazer voltar

Vivo, fugindo, sem destino algum

Sigo, caminhos que me levam, a lugar nenhum


O ponteiro marca 150, tudo passa ainda mais depressa,

O amor, a felicidade, o vento afasta uma lágrima

Começa a rolar no meu rosto,

Estou a 160, vou acender os faróis, já é noite

Agora, são as luzes que passam por mim, sinto um vazio imenso,

Estou só na escuridão, a 180, estou fugindo de você


Eu vou sem saber pra onde, nem quando vou parar

Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar

Às vezes, eu sinto que o mundo, se esqueceu de mim

Não, não sei por quanto tempo ainda, eu vou viver assim


O ponteiro agora marca 190,

Por um momento tive a sensação de ter você a meu lado,

O banco está vazio, estou só, a 200 por hora,

Vou parar de pensar em você e vou prestar atenção na estrada


Vou sem saber pra onde, nem quando vou parar

Não, não deixo marcas no caminho, pra não saber voltar

Às vezes, às vezes sinto que o mundo, se esqueceu de mim

Não, não sei por quanto tempo ainda, eu vou viver assim!


(Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Alma Gêmea?...


Alma Gêmea? Não gosto dessa palavra. Talvez por ser tão mística. O senso comum nos trás aquela idéia de que essa pessoa irá nos completar e nos fazer felizes para sempre. Que é nosso destino e nada podemos contra isso.Bom, os sábios afirmam que enxergamos o mundo através de nossa subjetividade. Pois bem.Alma gêmea é mais que um melhor amigo, mas não é um amante. Excede a perspectiva de romantismo.Alma gêmea é aquela pessoa que te conhece melhor que qualquer outra. Talvez até melhor que você mesmo. Que faz de você alguém melhor. Na verdade, é você mesmo que se torna uma pessoa melhor, porque ela te inspira.È a única pessoa que te julga por quem você é, e não pelas atitudes que toma.Ela é quem acreditou em você, e permaneceu ao seu lado quando todos foram embora.Por ela você fez coisas que não faria por mais ninguém.Acontece o que acontecer você sempre irá amá-la, ninguém poderá mudar isso.A alma gêmea não necessariamente é a pessoa que descobriu como te fazer feliz, talvez nem seja com ela que você irá casar, cabeludinhos e ser feliz para sempre.Mas é quem depois de longos anos sem noticias, somente ao som da sua voz, irá fazer teu coração bater mais forte. Não é o palpitar de uma paixão de adolescente. Mas de uma coração hoje mais maduro que ainda se comove com os detalhes. Os pequenos detalhes. Uma musica. Uma foto. Talvez até um sorriso, trás aquela sensação novamente de pertencer a alguém, de pertencer a algum lugar.A alma gêmea excede nosso “amor” egoísta. Você pode ser avó, ter netos lindos, filhos bem sucedidos... Um casamento cheio de emoções e muito amor. Mas as lembranças.Ah... As lembranças...Lembranças de um tempo em que tudo era inocente e tão puro. Algumas lagrimas vão cair de alegria, numa sensação mista de saudades e missão cumprida.Vai então lembrar da confusão de uma jovem tão inexperiente e vai rir, e rir muito por hoje conseguir compreender que uma vida bem vivida é aquela cheio de o inesperado. Que cometer erros é bom, ao contrario daquilo que te torturava, cometer erros é muito bom!!! Não há maneira melhor de crescer e aprender.Nada e ninguém muda isso. Esta selado em você.A alma gêmea é alguém que você carrega consigo sempre.
“Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada,do tempo que transforma todo amor em quase nada.Mas "quase" também é mais um detalhe...”

Priscila Scala

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CORRER RISCOS


Rir é correr risco de parecer tolo.Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!



Seneca (orador romano)