Gostaria de postar um trecho da música “Sentado à beira do caminho” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Por sinal uma grande poesia que retrata uma verdade. Há momentos na vida em que nada mais parece fazer sentido. E tudo o que nos perguntamos é “tá! E pra que tudo isso?”. Afinal, qual é a finalidade de termos tantas obrigações e deveres. Bem, ainda não encontrei respostas, mas eu EXISTO, e preciso VIVER essa existência, apesar de tudo que pode nos abater, precisamos fazer tudo isso valer a pena. Aqui vai uma palavra de encorajamento, para mim também, nunca panse que as coisas poderiam ser melhores ou iguais sem você. A sua existência pode ter alterado a história do mundo, mesmo não percebendo isso. Entre o saber qual é o sentido e não saber, podemos dar esse sentido.
domingo, 31 de outubro de 2010
Eu existo...
sábado, 21 de agosto de 2010
O amor não...
sábado, 10 de julho de 2010
Falso Alívio
Estive fugindo das mágoas
Camuflei-me com imagem de felicidade
Ludibriava quem enxergava externamente
Nessa ilusão
Desprezei os cortes que em mim se abriram
E a cada vez, mais profundos seguiram
Um precipício em mim se abriu
Minha alma jorrava como sangue
Dos cortes agora um buraco
A morte é mais fácil, é rápida
A vida é pesada e vagarosa
E como em um falso alívio
O sangue parou de jorrar
Os cortes secaram
Mas o tempo se fora
Tarde é, agora, para desabafar
Quando em minhas veias
Sangue mais não há.
[Autoria de Tatiana Waslov. Visitem o blog dela: http://sovocenaosabe.blogspot.com]
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Caleidoscópio
terça-feira, 29 de junho de 2010
O que o tédio me obriga a escrever...

domingo, 6 de junho de 2010
Funeral
E pensar que perdemos o nosso tempo acordando, estudando, dormindo, acordando, estudando, dormindo, para um dia simplesmente poder acordar, trabalhar, dormir, acordar, trabalhar, dormir.
Das 24 horas que o dia nos dá, separamos 8 para enumerar os problemas, outras 8 para tentar resolve-los, e as últimas 8 para tentar esquecê-los.
Parece engraçado, mas perdemos a vida em nome de uma missão chamada de "ganhar a vida".
Dizemos "não tenho tempo" para as pessoas que amamos, com a desculpa que estamos muito ocupados fazendo coisas para ganhar tempo para ficarmos com as pessoas que amamos.
Perdemos amigos, nos distanciamos de quem nos faz bem. Deixamos tudo para depois, achando que "um dia estaremos tranqüilos para compensar o tempo perdido". Só que no final, quando nos damos conta, já é tarde demais, o objetivo não está mais lá.
E então, por arrependimento, contrariamos todo esse sistema e nos esforçamos para encontrar TEMPO, ou uma simples pausa... para o funeral.
Você vê algum sentido nisso?
Eu não.
(F. Heanna)
sábado, 13 de março de 2010
Cultura - Dia da Poesia
Cultura
O girino é o peixinho do sapo
O silêncio é o começo do papo
O bigode é a antena do gato
O cavalo é o pasto do carrapato
O cabrito é o cordeiro da cabra
O pescoço é a barriga da cobra
O leitão é um porquinho mais novo
A galinha é um pouquinho do ovo
O desejo é o começo do corpo
Engordar é a tarefa do porco
A cegonha é a girafa do ganso
O cachorro é um lobo mais manso
O escuro é a metade da zebra
As raízes são as veias da seiva
O camelo é um cavalo sem sede
Tartaruga por dentro é parede
O potrinho é o bezerro da égua
A batalha é o começo da trégua
Papagaio é um dragão miniatura
Bactéria num meio é cultura.
Arnaldo Antunes
OBS.: O dia da poesia é 14/03...postei após 0h do dia 14, mas deu algo errado...mas vale a intenção né!!
quarta-feira, 10 de março de 2010
O mundo já caiu, só me resta dançar sobre os destroços
[ Clarice Lispector]
Eu sempre estive entre aspas. Ficar triste é um sentimento tão legitimo quanto a alegria. Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira pra fazer alguma coisa que nunca foi feita. Queria não me sentir tão responsável pelo que acontece em meu redor. Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pessoas com vidas interessantes, interessam-se por gente que é o oposto delas. Emoção nenhuma é banal se for autêntica. Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante. O prazer está na invenção da própria alegria, porque é do erro que surgem novas soluções, os desacertos nos movimentam, nos humanizam, nos aproximam dos outros. Enquanto o sujeito nota 10, nem consegue olhar pro lado, sobe pena de ver seu mundo cair. O mundo já caiu baby, só nos resta dançar sobre os destroços. Nosso maior inimigo é a falta de humor.
[Martha Medeiros]
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
SEJA UM IDIOTA

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Quase Cultura

O boato é uma transpiração boca a boca.
Galo era um povo gaulês que acabou no galinheiro.
Uma reflexão é o que se faz diante do espelho.
Caloria é o alimento que comemos no inverno.
Quem mais sofre da ahorta são os jardineiros.
O petróleo é o resultado de milhões de anos de vida de grandes pedras putrefatas.
É nos genes que se encontram todas as nossas heresias.
Monoglota é uma figura geométrica d um lado só.
A dívida publica é uma divida epidêmica.
O maior obelisco grego conhecido é o apogeu.
Orador é o padre que reza o padre-nosso.
A democracia é formada por um presidente, um vice, e outros menos votados.
Os menires são grandes monumentos de pedra criados por Adão e Eva.
O cristianismo não aceita como caridade levar alguém pra cama.
No paleolítico ninguém acreditava no neolítico.
As pinturas rupestres são precursoras dos ciprestes.
Os ateus têm um Deus em que nem eles acreditam.
Marxista é uma espécie de masoquista reacionário.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Hoje não escrevo

Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.
Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.
O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é possível contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego - às vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa aberta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles.
Ah, você participa com palavras? Sua escrita - por hipótese - transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação.
Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de praticá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel.
E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia... explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando...
Então hoje não tem crônica.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Solidão

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O Apanhador de Desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
120...150... 200 km/h

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Alma Gêmea?...
“Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada,do tempo que transforma todo amor em quase nada.Mas "quase" também é mais um detalhe...”
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
CORRER RISCOS

Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (orador romano)


